Categoria: Compra e planejamento

  • Casa Paulista: como saber se você pode usar o subsídio na compra do imóvel

    Casa Paulista: como saber se você pode usar o subsídio na compra do imóvel

    Responsável editorial: Alvaro Amaro dos Santos · Fontes consultadas em 31/10/2026.

    Casal analisa um folheto de apartamento, com checklist e calculadora sobre a mesa.
    Ilustração original gerada por inteligência artificial. Não representa beneficiários, empreendimento ou atendimento real.

    Para saber se você pode contar com o subsídio Casa Paulista, precisa conferir três pontos: se o empreendimento participa da modalidade, se sua família atende aos critérios e se o benefício está disponível para aquela operação.

    Um anúncio dizendo “aceita Casa Paulista” não responde sozinho a essas perguntas. Antes de colocar o subsídio no orçamento, confirme as condições do imóvel escolhido e da sua proposta.

    Este guia trata da modalidade Carta de Crédito Imobiliário — CCI, do Governo do Estado de São Paulo. O nome Casa Paulista também reúne outras formas de atendimento habitacional, com procedimentos diferentes.

    O que é o subsídio Casa Paulista na modalidade CCI?

    A CCI oferece apoio estadual à compra da moradia em empreendimentos autorizados pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação — SDUH, no âmbito do financiamento Caixa/FGTS.

    A apresentação oficial informa benefícios entre R$ 10 mil e R$ 16 mil, conforme a localização. Isso não significa que qualquer imóvel ou comprador terá direito ao valor máximo. Consulte a descrição das modalidades e ações da SDUH.

    Para evitar confusão, pergunte expressamente: “Esta proposta utiliza o Casa Paulista na modalidade CCI?”

    Se o atendimento for de produção habitacional da CDHU ou de outra modalidade, peça as regras correspondentes. Não aplique automaticamente o procedimento deste guia.

    1. Confira se o empreendimento participa

    Comece pela página oficial do Casa Paulista para o cidadão. Ela oferece o acesso à lista de empreendimentos ativos e informa atualização mensal.

    Compare o município e a identificação do empreendimento com o imóvel apresentado. Se a compra envolver um módulo, uma fase ou uma unidade específica, peça confirmação de que a participação alcança exatamente o que está sendo oferecido.

    Guarde a data da consulta. Uma lista mensal é uma referência para iniciar a conferência; ela não deve ser interpretada como informação de disponibilidade em tempo real de cada unidade ou benefício.

    Se o empreendimento não aparecer, peça esclarecimento sobre o ato ou a etapa que fundamenta a oferta. Até esclarecer a diferença, mantenha o subsídio como “a confirmar” no orçamento.

    2. Confira o enquadramento da sua família

    O portal da SDUH orienta a conferir a renda familiar total e informa o limite de três salários mínimos mensais para a modalidade. A página destinada ao setor privado, consultada em 31/10/2026, apresenta renda bruta familiar de até R$ 4.863,00.

    Não use apenas o salário de quem fará o primeiro contato. Peça orientação sobre quais integrantes e rendimentos devem ser considerados e quais documentos serão necessários.

    Comunicados oficiais do Governo também relacionam condições como não possuir imóvel, não ter financiamento imobiliário ativo e não ter sido beneficiado anteriormente por outro programa habitacional. Veja o comunicado da Casa Civil de 21/08/2026.

    Se houver dúvida sobre participação em imóvel herdado, benefício anterior ou composição familiar, informe a situação e peça análise antes de assumir que está enquadrado. Este guia não determina a elegibilidade individual.

    3. Confirme a disponibilidade na sua operação

    Mesmo depois de conferir empreendimento e perfil, falta esclarecer se o benefício poderá integrar a compra específica.

    Peça à construtora e ao atendimento responsável pelo financiamento que expliquem:

    • Qual unidade e proposta estão sendo analisadas?
    • Qual valor de subsídio estadual está sendo considerado?
    • A disponibilidade está confirmada ou ainda depende de verificação?
    • Quais condições e documentos permanecem pendentes?
    • Como o benefício aparece na composição do preço e dos recursos da compra?

    Solicite uma simulação discriminada. Separe recursos próprios, financiamento, eventual subsídio estadual, outros benefícios e eventual uso do saldo do FGTS.

    Exemplo fictício: uma proposta considera um subsídio estadual, mas o atendimento informa que sua disponibilidade ainda será conferida. Nesse momento, a família deve registrar esse valor como pendente, sem tratá-lo como recurso confirmado para pagar a entrada.

    Para organizar os valores além do preço anunciado, consulte o guia de custos para comprar um imóvel em São Paulo.

    É preciso fazer inscrição ou participar de sorteio?

    Na orientação oficial ao cidadão para a CCI, a SDUH informa que não é necessário realizar inscrição e apresenta um caminho de consulta dos imóveis, visita e simulação com funcionário ou correspondente da CAIXA.

    A página também atribui à CAIXA a responsabilidade pela análise de crédito e aprovação do financiamento. Portanto, o enquadramento nas condições do programa não deve ser confundido com financiamento aprovado.

    Acesse o caminho pelo portal oficial da SDUH. Para dúvidas sobre as informações estaduais, o portal disponibiliza canais como Fale Conosco e Ouvidoria. Para a proposta de crédito, confirme o canal de atendimento da instituição financeira.

    Casa Paulista, Minha Casa Minha Vida e FGTS são a mesma coisa?

    Não. São elementos diferentes que podem aparecer em uma mesma operação:

    Elemento O que conferir
    Casa Paulista — CCI Subsídio estadual, participação do empreendimento e enquadramento da operação.
    Minha Casa Minha Vida Programa federal, com condições próprias para a modalidade utilizada.
    Saldo da conta vinculada do FGTS Recursos do trabalhador, cujo uso depende das regras aplicáveis.

    A SDUH informa que o apoio estadual pode ser combinado com benefícios federais e uso do FGTS. Essa possibilidade não confirma a combinação nem os valores para todas as famílias. Peça a identificação de cada componente na simulação. Fonte: programas e ações da SDUH.

    Para preparar a documentação, consulte o checklist para comprador, vendedor e imóvel.

    E as classificações HIS, HMP e R2V?

    No município de São Paulo, HIS e HMP envolvem regras municipais de destinação habitacional e enquadramento de renda. R2V identifica uso residencial vertical.

    Essas classificações não comprovam que uma unidade participa do Casa Paulista. Da mesma forma, participar do programa estadual não dispensa a conferência das regras municipais aplicáveis ao imóvel.

    Veja o comparativo entre HIS, HMP e R2V e a classificação de usos publicada pela Prefeitura.

    Aviso de empreendimento com unidades de Habitação de Interesse Social
    Aviso relacionado à Habitação de Interesse Social. A imagem não comprova participação ou disponibilidade de subsídio Casa Paulista. Consultar a imagem de referência.

    O feirão de outubro ainda está valendo?

    A notícia estadual publicada em 23/10/2026 descreveu uma edição do Feirão Casa Paulista com atendimento até 25/10/2026. Esse período já terminou.

    A notícia serve como contexto sobre uma ação realizada. Não é confirmação de que as mesmas ofertas, unidades ou cartas de crédito continuam disponíveis. Consulte os canais atuais antes de se deslocar ou contar com uma condição anunciada naquele evento. Fonte: notícia oficial da SDUH.

    Checklist antes de contar com o subsídio

    • ☐ Confirmar que o atendimento é da modalidade CCI.
    • ☐ Consultar a lista pelo portal oficial e registrar a data.
    • ☐ Conferir município, empreendimento e unidade oferecida.
    • ☐ Pedir a relação vigente de critérios e documentos da família.
    • ☐ Esclarecer dúvidas sobre renda, imóvel, financiamento ou benefício anterior.
    • ☐ Confirmar a disponibilidade para a operação, distinguindo confirmação de análise pendente.
    • ☐ Solicitar simulação com cada recurso identificado separadamente.
    • ☐ Conferir quanto será necessário de recursos próprios e demais despesas.
    • ☐ Guardar as respostas recebidas e atualizar as pendências antes de assumir compromissos.

    O Moradia Fácil não recebe documentos pessoais nem realiza inscrição no programa. Use este roteiro para organizar a conversa com os responsáveis pelo empreendimento e pelo financiamento.

    Próxima leitura: Documentos para financiar um imóvel: checklist para comprador, vendedor e imóvel.

    Conteúdo informativo. A confirmação do benefício e do financiamento depende da análise pelos responsáveis, conforme as regras e condições aplicáveis à operação.

  • Checklist de visita ao apartamento: o que observar e perguntar

    Leve esta lista à visita e anote o que observou, o que foi informado e o que ainda precisa de comprovação. Ela ajuda a comparar apartamentos sem depender apenas da memória.

    Para imprimir ou salvar em PDF, use o botão abaixo e escolha a impressora ou “Salvar como PDF” no seu navegador. As anotações são feitas no papel; esta página não coleta dados.

    Imóvel / referência: __________________________
    Data e horário: __________________________
    Preço informado: __________________________

    Antes de entrar

    • ☐ Conferir unidade, andar, área e vaga anunciados.
    • ☐ Observar iluminação da rua, calçadas e acesso ao prédio.
    • ☐ Estimar o trajeto nos horários reais da sua rotina.
    • ☐ Verificar comércio, transporte e serviços que você usa.

    Dentro do apartamento

    • ☐ Observar luz natural, ventilação e ruído com janelas abertas e fechadas.
    • ☐ Procurar sinais aparentes de umidade, manchas ou fissuras; anotar para avaliação técnica.
    • ☐ Pedir autorização para conferir torneiras, descargas, portas e janelas.
    • ☐ Conferir medidas e circulação dos móveis essenciais.
    • ☐ Perguntar sobre instalações elétricas, gás e reformas anteriores, sem desmontar equipamentos.
    • ☐ Identificar o que permanece no imóvel e pedir registro escrito na proposta.

    Prédio, regras e despesas

    • ☐ Perguntar sobre condomínio ordinário, cobranças extras e obras previstas.
    • ☐ Conferir elevadores, acessibilidade e percurso até a unidade.
    • ☐ Esclarecer regras de vaga, visitantes, animais, mudanças e uso das áreas comuns.
    • ☐ Pedir informação sobre água, gás e energia: individualizados ou rateados.
    • ☐ Conferir IPTU e despesas recorrentes com documentos recentes.

    Documentos e proposta

    • ☐ Solicitar matrícula atualizada e conferir titularidade e descrição com apoio profissional.
    • ☐ Esclarecer situação de vaga, reformas, garantias e eventuais pendências documentais.
    • ☐ Separar preço, entrada, financiamento e despesas de compra.
    • ☐ Registrar prazos, itens incluídos e condições de entrega por escrito.
    • ☐ Não tratar uma simulação como aprovação definitiva de financiamento.

    Se for apartamento na planta

    • ☐ Comparar o decorado com planta e memorial descritivo da unidade escolhida.
    • ☐ Identificar móveis, acabamentos e equipamentos que são apenas ilustrativos.
    • ☐ Conferir previsão de entrega, condições contratuais e pagamentos durante a obra.
    • ☐ Esclarecer a categoria da unidade, inclusive HIS, HMP ou R2V, quando aplicável.

    Depois da visita

    Três pontos positivos:
    __________________________________________________
    __________________________________________________

    Pendências e documento/profissional que vai esclarecê-las:
    __________________________________________________
    __________________________________________________

    O que precisa ser resolvido antes de apresentar ou aceitar proposta:
    __________________________________________________
    __________________________________________________

    A visita não substitui vistoria técnica, análise jurídica ou conferência documental. Não faça testes perigosos nem fotografias sem autorização. Voltar em outro horário pode ajudar a avaliar ruído e a rotina do entorno.

    Moradia Fácil São Paulo · Responsável editorial: Alvaro Amaro dos Santos.
    moradiafacilsaopaulo.com.br/checklist-visita-apartamento/

  • Custos para comprar um imóvel em São Paulo: ITBI, escritura e registro

    O preço do apartamento não é o valor completo da compra. Além da entrada, organize impostos, documentação, despesas do financiamento e dinheiro para a mudança. Este guia separa os itens para você pedir orçamentos sem contar a mesma despesa duas vezes.

    Por Alvaro Amaro dos Santos · Referências consultadas em 30/10/2026. As regras de ITBI abaixo são do município de São Paulo; outras cidades têm legislação própria.

    ITBI em São Paulo: a regra geral e as exceções

    Na orientação municipal vigente para 2026, a alíquota geral é de 3%. Para operações enquadradas em SFH, PAR, HIS ou consórcio, com imóvel de até R$ 725.808,00, há cálculo diferenciado: 0,5% sobre a parcela efetivamente financiada ou de crédito utilizado, limitada a R$ 120.968,00, e 3% sobre o restante da base. SFI e Carteira Hipotecária seguem a regra de 3% nessa orientação. Confirme o enquadramento e a data do contrato; existem hipóteses específicas de isenção.

    Exemplo didático: base de R$ 300.000,00, sem benefício, resulta em R$ 9.000,00. Se a operação cumprir os requisitos da redução e tiver R$ 240.000,00 financiados: R$ 120.968,00 × 0,5% + R$ 179.032,00 × 3% = R$ 5.975,80. Esse exemplo não é uma guia de recolhimento nem confirma benefício individual.

    Consulte o cálculo e os limites publicados pela Prefeitura de São Paulo.

    Qual valor usar como base?

    A página municipal menciona comparação com valor de referência. É importante conhecer também o Tema 1.113 do STJ: o valor declarado da transação tem presunção de compatibilidade com o mercado, afastável por procedimento administrativo próprio; o município não pode impor previamente um valor de referência unilateral. Se a cobrança divergir do negócio declarado, peça esclarecimento formal e orientação jurídica, sem simplesmente alterar a guia ou deixar de pagar por conta própria.

    Entenda o precedente divulgado pelo STJ.

    Escritura e registro: peça valores separados

    A escritura formaliza o negócio quando esse instrumento é necessário. O registro tem função diferente, ligada à situação jurídica do imóvel. Em operações previstas em lei, o contrato de financiamento pode ter efeito de escritura pública; por isso, não some automaticamente uma escritura separada a toda compra financiada. Veja a diferença entre escritura e registro.

    Os emolumentos seguem tabelas e o enquadramento do ato. Não existe uma porcentagem única de “cartório” que resolva todos os casos. Solicite orçamento discriminado ao tabelionato e ao Registro de Imóveis competente, incluindo certidões, registros de garantias e eventuais averbações. Confira o ano de vigência da tabela e a composição do total.

    O artigo 290 da Lei de Registros Públicos prevê redução de 50% nos emolumentos dos atos relacionados à primeira aquisição imobiliária residencial financiada pelo SFH. Isso não significa desconto de 50% em toda despesa da compra nem isenção automática de ITBI. Informe a situação ao cartório e confira os documentos exigidos e os atos alcançados.

    O que pedir ao banco e aos demais prestadores

    • Financiamento: peça a relação de tarifas, avaliação do imóvel, seguros, prestações e Custo Efetivo Total. Identifique o que é pago antes da contratação e o que entra nas parcelas.
    • Documentação: registre quem providencia cada certidão, seu custo e se uma nova emissão será necessária até a assinatura.
    • Corretagem e serviços: confira quem paga, o valor, o serviço contratado e se ele já está incluído no preço apresentado.
    • Entrada e parcelas durante a obra: separe recursos próprios, financiamento e valores com vencimento antes da entrega. Confira os critérios contratuais de atualização.
    • Mudança: orce transporte, pequenas adaptações, ligações e móveis essenciais. Não use toda a reserva na entrada.

    Uma forma prática de montar o orçamento

    Use uma linha para cada despesa e registre: valor confirmado, quem informou, data do orçamento, vencimento e forma de pagamento. Marque como “a confirmar” o que ainda depende de aprovação ou análise. Não transforme uma estimativa em saldo disponível.

    1. Some os recursos próprios necessários antes da assinatura.
    2. Separe o que vence no registro, na entrega das chaves e na mudança.
    3. Confira se alguma despesa será financiada e se isso altera as parcelas.
    4. Reserve margem para itens ainda não orçados, conforme sua realidade.
    5. Compare o custo mensal futuro, incluindo condomínio, IPTU e deslocamento.

    Exemplo de organização: se o banco mencionar uma cobrança já incluída no total financiado, não a some novamente como pagamento à vista. Guarde a proposta que demonstra essa condição e peça esclarecimento quando a descrição não for clara.

    Para o orçamento recorrente, use o planejador de custo da moradia. Antes de escolher a unidade, leve o checklist de visita.

    Perguntas frequentes

    Ser o primeiro imóvel elimina todas as taxas?

    Não. Benefícios dependem de requisitos próprios e podem atingir apenas determinados tributos ou atos. Confirme cada item, em vez de assumir uma isenção geral.

    Posso usar a mesma conta em outra cidade?

    Não para o ITBI: a regra é municipal. Os custos dos cartórios também devem ser conferidos na tabela aplicável e no ato efetivamente solicitado.

    O anúncio informa o custo completo?

    Nem sempre. Peça uma relação escrita do preço, despesas incluídas e cobranças separadas antes de comparar propostas.

    Fontes para conferir antes de contratar

    Conteúdo informativo, sem cálculo oficial de tributos ou garantia de crédito. Para dúvidas sobre seu contrato, benefício ou cobrança, consulte a instituição responsável e orientação profissional.

  • HIS 1, HIS 2, HMP e R2V: compare antes de comprar

    HIS 1, HIS 2, HMP e R2V não devem ser comparados apenas pelo preço do apartamento. As siglas ajudam a identificar o enquadramento, mas a decisão depende da unidade, da documentação da família e das condições de compra e utilização. Este quadro organiza as diferenças para você saber quais perguntas levar ao atendimento.

    Referências do município de São Paulo, conferidas em 29/10/2026. Os valores de renda abaixo são os publicados para 2026; confira eventuais atualizações na data da contratação.

    Compare o significado e os critérios de renda

    No celular, deslize a tabela para os lados. As explicações e os links completos continuam logo abaixo.

    Classificação e limites de renda em São Paulo — 2026
    Categoria O que identifica Renda familiar mensal máxima Ou renda mensal por pessoa
    HIS 1 Habitação de Interesse Social para a faixa de menor renda. R$ 4.863,00 R$ 810,50
    HIS 2 Habitação de Interesse Social com limite superior ao de HIS 1. R$ 9.726,00 R$ 1.621,00
    HMP Habitação de Mercado Popular, com destinação habitacional específica. R$ 16.210,00 R$ 2.431,50
    R2V Uso residencial vertical: conjunto de moradias em edifícios, com áreas comuns. Sem faixa definida pela descrição urbanística de R2v. Conferir as condições da operação e dos documentos.

    Os valores de HIS e HMP vêm do Decreto nº 64.895/2026, artigo 1º. A norma apresenta renda familiar ou renda por pessoa; o resultado depende da composição familiar e da apuração documentada. A tabela não emite aprovação de enquadramento.

    A definição de R2v está no artigo 94 da Lei nº 16.402/2016. A mesma lei admite combinações de usos no lote ou edificação. Portanto, confirme a classificação do apartamento exato, em vez de aplicar a todos os imóveis do condomínio uma informação genérica do anúncio.

    O que muda na compra e no financiamento?

    Separe a conferência urbanística da análise financeira. Primeiro, identifique a unidade e as condições de destinação. Depois, confirme a documentação da família e, se houver financiamento, as exigências do banco e da linha de crédito escolhida.

    Não existe equivalência automática entre “HIS 1” e “Faixa 1” do Minha Casa, Minha Vida. Tampouco HMP ou R2V garantem subsídio, FGTS ou aprovação bancária. Peça que o atendimento indique o que já está confirmado e o que ainda depende de análise.

    Há limites máximos de alienação atualizados em 2026 para o regime regulamentado pelo Decreto nº 63.130/2024: HIS 1: R$ 276.102,20; HIS 2: R$ 383.636,74; HMP: R$ 537.672,71. Consulte o artigo 2º do Decreto nº 64.895/2026 e confira a aplicação ao imóvel. Esses tetos não são ofertas nem valores que o banco necessariamente financiará.

    Para comparar propostas, anote preço total, entrada, pagamentos intermediários, correções e saldo sujeito a financiamento. Registre também os custos que não aparecem na prestação: mudança, instalações, condomínio e deslocamentos.

    Locação e revenda: o que conferir?

    HIS e HMP têm condições de destinação, comprovação e utilização. O Decreto nº 63.130/2024, texto consolidado, disciplina essas obrigações, inclusive certidão de enquadramento, averbações e locação. Não presuma que a troca de proprietário elimina as restrições. Peça conferência dos prazos e dos respectivos marcos iniciais nos documentos.

    A orientação da Secretaria Municipal de Habitação informa a proibição de locação por curta temporada em HIS e HMP. Já a sigla R2V, isoladamente, não comprova autorização para esse tipo de exploração: verifique uso aprovado, convenção e demais regras aplicáveis antes de planejar uma receita.

    Se a compra tiver finalidade de investimento, descreva ao responsável o uso pretendido e solicite análise documental específica. Uma projeção de ocupação ou aluguel deve ser tratada como estimativa, não como garantia de retorno.

    Uma lista de conferência para qualquer categoria

    1. Unidade: endereço, torre e número coincidem na proposta e nos documentos?
    2. Enquadramento: onde consta a classificação e quem esclareceu sua aplicação?
    3. Família: quais comprovantes e certidões são exigidos para essa operação?
    4. Pagamento: quais valores estão confirmados e quais dependem do banco ou de atualização?
    5. Utilização: morar, alugar ou revender está compatível com as condições documentadas?
    6. Pendências: o que ainda falta receber, quem ficou responsável e em qual prazo?

    Exemplo: duas propostas com a mesma prestação podem exigir entradas, documentos e condições de uso diferentes. Antes de escolher, coloque as respostas lado a lado. Se uma informação estiver apenas verbalmente confirmada, mantenha-a identificada como pendência até receber o documento correspondente.

    Escolha sua próxima leitura

    Depois de esclarecer o enquadramento, use o planejador de custo da moradia e o roteiro de comparação de endereços. Consulte também todos os guias do portal.

    Conteúdo informativo, baseado nas fontes oficiais vinculadas no texto. Não substitui conferência documental nem análise jurídica, técnica ou bancária individual.

  • R2V em São Paulo: o que significa e o que conferir antes de comprar

    R2V é uma classificação de uso residencial vertical no município de São Paulo. Ao encontrar essa sigla em uma proposta de apartamento, procure saber em qual documento ela consta e a qual unidade se refere. A sigla ajuda a entender o uso aprovado, mas não responde sozinha às perguntas sobre financiamento, documentação ou locação.

    Guia conferido em 29/10/2026. As referências urbanísticas deste texto são do município de São Paulo.

    O que significa R2V?

    O artigo 94 da Lei municipal nº 16.402/2016, texto consolidado, enquadra em R2v conjuntos com mais de duas moradias organizadas verticalmente, em edifícios ou conjuntos residenciais com espaços comuns.

    A norma distingue R2v-1, R2v-2, R2v-3 e R2v-4 conforme a área construída computável do conjunto: até 2.500 m²; acima de 2.500 até 10.000 m²; acima de 10.000 até 20.000 m²; e acima de 20.000 m², respectivamente. Esses números não indicam a metragem do apartamento, a quantidade de dormitórios ou uma faixa de renda do comprador.

    Para uma leitura introdutória, a Prefeitura também mantém a página de classificação de usos no Gestão Urbana. Na análise de um imóvel concreto, confira o licenciamento e a legislação aplicável ao processo.

    R2V significa que o apartamento é “livre”?

    A expressão “unidade livre” pode aparecer na conversa comercial, mas precisa ser explicada. Livre de qual condição? De enquadramento de renda? De uma restrição contratual? De uma obrigação específica de destinação? Peça que a resposta identifique o documento e o apartamento.

    Não conclua pela fachada, pela planta ou pelo nome do condomínio que todas as unidades têm o mesmo enquadramento. O artigo 93 da lei municipal admite combinações de categorias e subcategorias no mesmo lote ou edificação. Por isso, o endereço geral não substitui a identificação da torre e da unidade.

    Para quem está escolhendo, a consequência prática é simples: peça a classificação do apartamento que consta na proposta, e não apenas uma descrição geral do empreendimento.

    Existe limite de renda para comprar R2V?

    A definição urbanística de R2v no artigo 94 não estabelece uma faixa de renda do comprador. Isso não autoriza presumir que qualquer proposta será aprovada: a operação pode depender de condições de crédito, de programa habitacional e dos documentos do imóvel.

    Separe duas perguntas no atendimento: “qual é o enquadramento desta unidade?” e “quais são as exigências da linha de financiamento que estou solicitando?”. Uma resposta não substitui a outra. Também não transfira automaticamente para R2V os limites municipais divulgados para HIS e HMP.

    Antes de reservar, organize quanto você tem disponível para entrada e despesas iniciais, quanto depende do banco e quais valores ainda são estimativas. Se houver proposta de benefício ou uso do FGTS, solicite a verificação específica pela instituição responsável. A sigla do imóvel não é uma carta de crédito.

    O que conferir nos documentos?

    Use esta lista como roteiro de solicitação e organização, ajustando-a à etapa da obra e ao tipo de compra:

    1. Identificação: endereço, torre, andar e número do apartamento iguais na proposta e nos documentos.
    2. Licenciamento: documentos que mostrem o uso aprovado e a situação da edificação.
    3. Registro: matrícula atualizada e, quando aplicável, documentação da incorporação. Peça explicação sobre averbações, ônus e pendências.
    4. Características: planta, áreas, memorial descritivo e informações sobre vaga, depósito e espaços comuns.
    5. Condomínio: convenção, regulamento disponível, estimativa ou valor atual das despesas e condições de utilização.
    6. Contrato: preço completo, vencimentos, correções, entrega e consequências de eventual financiamento não aprovado.

    Se um documento ainda não estiver disponível, registre isso como pendência. Anote quem ficou responsável por entregá-lo e quando. Não troque uma conferência incompleta por uma certeza apenas porque o material de vendas parece detalhado.

    R2V pode ser alugado por temporada?

    Não use a sigla isoladamente como autorização para anunciar estadias curtas. Antes de comprar com essa finalidade, peça uma análise do uso aprovado, dos documentos da unidade, da convenção e das regras aplicáveis ao condomínio e à operação pretendida.

    Uma apresentação comercial que mencione Airbnb ou renda mensal estimada não esclarece, por si só, essas condições. Solicite o fundamento da afirmação e diferencie uma projeção de receita de uma autorização de uso. Se a documentação não confirmar a possibilidade, mantenha a decisão pendente e procure orientação jurídica específica.

    Para locação residencial, organize também os custos que existirão quando o apartamento estiver vazio: despesas condominiais, tributos aplicáveis, manutenção e eventual prestação. Uma projeção de investimento precisa considerar períodos sem receita, não apenas meses ocupados.

    Como comparar duas propostas sem olhar só a prestação?

    Monte duas listas com os mesmos campos: entrada, pagamentos intermediários, saldo previsto, custos iniciais, despesas mensais e itens ainda não confirmados. Anote a data e a origem de cada valor. Assim, uma estimativa de condomínio não fica misturada com uma cobrança já conhecida.

    Exemplo de comparação: uma proposta pode ter entrada menor e exigir pagamentos intermediários maiores durante a obra. Outra pode exigir mais recursos no início e ter menos desembolsos posteriores. Sem colocar os vencimentos no calendário, a menor parcela anunciada pode esconder o momento de maior pressão no orçamento.

    Use o planejador de custo da moradia para organizar gastos recorrentes. Para os desembolsos pontuais, faça uma lista separada com valor, vencimento e origem do dinheiro.

    Seis perguntas para levar à visita

    1. Qual documento confirma o enquadramento desta unidade?
    2. A proposta identifica exatamente o apartamento e os itens incluídos?
    3. Há alguma condição de destinação ou de uso que preciso conhecer?
    4. O valor informado pelo banco é simulação ou aprovação, e quais condições faltam cumprir?
    5. Quais custos continuam além da prestação e quais ainda são estimados?
    6. O uso que pretendo fazer está compatível com os documentos e as regras do condomínio?

    Além da documentação, teste os trajetos, observe ruídos e veja se a planta atende à sua rotina. O roteiro para comparar endereços em São Paulo ajuda a transformar a visita em informações que você consegue comparar depois.

    Continue entendendo as classificações

    Se sua busca também inclui unidades com destinação habitacional específica, consulte os guias de HIS 1 e HIS 2 e de HMP em São Paulo. Compare as exigências documentadas de cada proposta, sem transformar siglas em promessa de crédito ou de retorno financeiro.

    Conteúdo informativo com referências oficiais consultadas em 29/10/2026. A aplicação das regras depende dos documentos e da situação do imóvel. Este roteiro não substitui análise jurídica, técnica ou bancária individual.

  • Unidade HMP em São Paulo: regras e cuidados antes de comprar

    HMP significa Habitação de Mercado Popular. No município de São Paulo, essa classificação identifica unidades sujeitas a regras de destinação habitacional. Para quem está comprando, a pergunta mais útil é: quais condições se aplicam a este apartamento e à minha família?

    Informações conferidas em 29/10/2026. Este guia aborda a legislação do município de São Paulo. Outros municípios podem ter regras diferentes.

    O que significa comprar uma unidade HMP?

    A Secretaria Municipal de Habitação apresenta a HMP como parte da política habitacional voltada a famílias de renda intermediária. Há incentivos municipais para a produção dessas moradias e, em contrapartida, condições de comercialização e utilização.

    HMP não é um selo de acabamento, uma promessa de financiamento ou uma confirmação de disponibilidade. Identifique a torre e o número do apartamento antes de comparar propostas. A publicidade do condomínio precisa ser acompanhada dos documentos da unidade que será contratada.

    Ilustração de uma família conversando com uma corretora diante de edifícios, com o texto HIS e HMP em SP.
    Ilustração do acervo Na Varanda com Prisma. Não representa oferta, disponibilidade ou enquadramento de uma unidade específica.

    Qual é o limite de renda para HMP em 2026?

    O Decreto municipal nº 64.895/2026, artigo 1º, estabelece para HMP:

    • Até R$ 16.210,00 de renda familiar mensal;
    • ou até R$ 2.431,50 de renda mensal por pessoa.

    A palavra “ou” corresponde ao texto do decreto. O enquadramento deve considerar a composição familiar e a renda apurada pelo procedimento aplicável. Estar abaixo de um valor de referência não basta, isoladamente, para concluir que toda a documentação está regular ou que o banco concederá crédito.

    Prepare uma relação dos integrantes da família e das fontes de renda. Se os rendimentos variam, peça instruções sobre o período e os comprovantes necessários antes de preencher declarações. Guarde a memória do cálculo e a identificação de quem fez a análise. Não confunda renda familiar com o salário líquido de apenas uma pessoa.

    Existe teto de preço para HMP?

    O mesmo Decreto nº 64.895/2026, artigo 2º, atualizou para R$ 537.672,71 o limite máximo de alienação de HMP previsto no regime do Decreto nº 63.130/2024.

    Esse valor é uma referência normativa de 2026, e não o preço de todas as unidades HMP. Também não indica quanto será financiado. Confira o regime aplicável ao imóvel e peça uma proposta que discrimine o preço total, a entrada, as parcelas e os demais desembolsos.

    Na comparação, registre o que está incluído, o que é estimado e o que falta informar. Uma prestação menor pode vir acompanhada de uma entrada maior ou de pagamentos intermediários. Evite comparar somente o valor mensal destacado no anúncio.

    Como confirmar que o apartamento é HMP?

    Solicite a identificação completa da unidade e os documentos que comprovem sua classificação: documentação do empreendimento, alvarás pertinentes e matrícula disponível, com as averbações aplicáveis. Confira se o número do apartamento é o mesmo na proposta, no contrato e nos documentos apresentados.

    O Decreto nº 63.130/2024, artigos 4º a 6º, disciplina averbações e a certidão de enquadramento da família, com hipóteses de dispensa. Na redação atual, o promotor do empreendimento ou locador emite a certidão e pode contratar terceiros para verificar a renda. Peça a identificação do responsável e, se houver dispensa, o fundamento aplicável.

    Uma resposta verbal como “essa unidade é livre” ou “o banco já conferiu tudo” merece esclarecimento documental. Pergunte exatamente a que condição a pessoa se refere. A análise bancária, a classificação urbanística e as obrigações do contrato não devem ser tratadas como uma única aprovação.

    HMP garante subsídio ou participação no Minha Casa, Minha Vida?

    A classificação municipal, por si só, não confirma benefício federal. A linha de crédito, a família e o imóvel precisam atender às regras da operação escolhida. A orientação da SEHAB indica que as possibilidades de financiamento dependem do perfil da família e do enquadramento do imóvel.

    Antes de reservar, peça uma simulação identificada e separe três informações: recursos próprios necessários, valor sujeito à aprovação do banco e eventual benefício ainda não confirmado. Não organize a compra contando como garantido um desconto que ainda depende de análise.

    Posso comprar para alugar ou revender?

    Há condições específicas. Os artigos 7º e 7º-A do Decreto nº 63.130/2024 tratam da destinação para locação, das averbações, do enquadramento do locatário e do limite de aluguel. A operação não pode ser planejada como se qualquer uso e qualquer ocupante fossem admitidos.

    A Prefeitura informa que a locação por curta temporada é proibida em HIS e HMP. Portanto, não use uma previsão de receita com estadias de Airbnb como base para decidir a compra de uma unidade HMP.

    Para revenda ou locação, peça a conferência do prazo de vinculação e de seu marco inicial nos documentos da unidade. A troca de proprietário não deve ser presumida como cancelamento das obrigações. Se o objetivo for investimento, obtenha orientação jurídica específica antes de assinar ou anunciar o imóvel.

    Um roteiro para comparar a proposta com os documentos

    Crie uma anotação com quatro campos para cada item: informação recebida, documento, responsável pela resposta e pendência. Use o roteiro abaixo durante o atendimento:

    1. Identificação: endereço, torre, andar e número da unidade coincidem em todos os documentos?
    2. Classificação: onde consta HMP e qual regime foi aplicado ao empreendimento?
    3. Enquadramento: quem verificará a renda e qual documento comprovará o resultado?
    4. Pagamento: qual é o custo total e quais valores ainda dependem de aprovação ou atualização?
    5. Uso: quais condições estão registradas para morar, alugar ou revender?
    6. Contratação: o que acontece com os valores pagos se o financiamento ou o enquadramento não forem confirmados?

    Exemplo de pendência bem registrada: “Foi informado que a unidade pode ser alugada. Falta receber a documentação sobre destinação para locação e as condições para o locatário.” Assim, você sabe o que ainda precisa esclarecer sem transformar uma promessa em fato confirmado.

    Além do enquadramento, a moradia funciona para sua rotina?

    Reserve uma etapa para os gastos que continuam depois da compra: condomínio, tributos aplicáveis, contas de consumo, transporte e manutenção. Compare esses custos no planejador de custo da moradia. Separe os pagamentos pontuais, como entrada, mudança e instalações.

    Visite o endereço em um horário próximo da sua rotina e registre os trajetos. O guia para comparar dois endereços ajuda a organizar essa etapa. Se a proposta mencionar outra categoria, consulte também o artigo específico sobre HIS 1 e HIS 2.

    Conteúdo informativo, com fontes oficiais consultadas em 29/10/2026. Valores e regras podem ser atualizados. A aplicação a uma unidade concreta exige conferência documental; este guia não emite certidão de enquadramento nem substitui análise jurídica ou bancária individual.

  • HIS 1 e HIS 2 em São Paulo: o que verificar antes de comprar

    HIS 1 e HIS 2 são categorias de Habitação de Interesse Social do município de São Paulo. Antes de comprar, você precisa conferir a classificação da unidade, o enquadramento da família e as condições do contrato. O nome do empreendimento, o tamanho do apartamento e uma simulação bancária, isoladamente, não resolvem essas três verificações.

    Guia conferido em 29/10/2026. Abrange o regime municipal de São Paulo; não aplique automaticamente estas regras a outros municípios da Grande São Paulo.

    Ilustração de uma família conversando com uma corretora diante de edifícios, com o texto HIS e HMP em SP.
    Imagem ilustrativa do acervo Na Varanda com Prisma. Este artigo trata especificamente de HIS 1 e HIS 2; a imagem não identifica uma unidade nem comprova seu enquadramento.

    O que muda entre HIS 1 e HIS 2?

    A diferença central é o público de renda atendido. HIS 1 contempla a faixa de menor renda; HIS 2 admite um limite superior. A classificação está ligada à destinação habitacional prevista na legislação, e não a uma avaliação de qualidade do apartamento. A explicação da Secretaria Municipal de Habitação destaca que metragem e localização não determinam, por si só, o enquadramento.

    Por isso, peça a identificação da unidade exata: torre, andar e número. Evite concluir que todos os apartamentos de um condomínio têm a mesma classificação apenas porque compartilham a fachada ou o estande de vendas.

    Quais são os limites de renda em 2026?

    O Decreto municipal nº 64.895/2026, artigo 1º, define os seguintes limites máximos:

    HIS 1

    • Renda familiar mensal: até R$ 4.863,00.
    • Ou renda mensal por pessoa: até R$ 810,50.

    HIS 2

    • Renda familiar mensal: até R$ 9.726,00.
    • Ou renda mensal por pessoa: até R$ 1.621,00.

    O decreto utiliza critérios alternativos, ligados pela palavra “ou”. Os valores acima são limites legais de referência, não uma aprovação automática. O enquadramento deve ser documentado com a composição familiar e a renda apuradas no procedimento aplicável. Confira novamente a norma na data da contratação.

    Como organizar a informação sobre a renda?

    A Portaria SEHAB nº 61/2024, artigos 2º e 3º, considera a unidade familiar que vive no mesmo domicílio e compartilha rendimentos ou despesas. A renda mensal parte dos rendimentos brutos, com exclusões previstas na própria norma, como décimo terceiro e determinados benefícios. Não use apenas o salário líquido de quem vai assinar o contrato.

    Exemplo apenas de organização: se a renda considerada de uma família de quatro pessoas for R$ 6.000,00, a divisão resulta em R$ 1.500,00 por pessoa. A conta ajuda a preparar a conversa, mas não decide quem deve integrar a família, quais valores entram no cálculo nem se a proposta está aprovada.

    Monte uma lista com os integrantes, a origem de cada rendimento e os documentos disponíveis. Quem trabalha por conta própria deve pedir a relação de comprovantes adequada à sua atividade. Evite omitir rendimentos ou incluir pessoas apenas para alterar o resultado da divisão.

    Que documentos conferir antes de assinar?

    Organize a conferência em três grupos. Este é um roteiro de perguntas, não uma lista que substitua a documentação exigida para cada operação:

    1. Unidade: identificação completa, matrícula disponível, documentos do empreendimento e indicação expressa de HIS 1 ou HIS 2.
    2. Família: composição familiar, comprovantes solicitados e certidão de enquadramento, quando exigível.
    3. Compra: preço total, entrada, parcelas, correções, condições de financiamento e regras de utilização do imóvel.

    Na regra geral do Decreto nº 63.130/2024, texto consolidado, artigos 5º e 6º, a destinação depende de certidão de enquadramento, com hipóteses específicas de dispensa. A redação atual atribui sua emissão ao promotor do empreendimento ou locador, que pode contratar terceiros para verificar a renda. Peça a identificação de quem responde pelo procedimento e a justificativa de eventual dispensa.

    A Portaria SEHAB nº 61/2024 também esclarece que a renda registrada no contrato de financiamento não substitui, por si só, a comprovação de enquadramento. Guarde os documentos e as respostas recebidas junto da proposta.

    HIS é a mesma coisa que Minha Casa, Minha Vida?

    São verificações diferentes: HIS é uma classificação municipal; Minha Casa, Minha Vida é um programa federal com critérios próprios. Não conclua que “HIS 1” equivale automaticamente à “Faixa 1” do programa, nem que a classificação garante subsídio ou financiamento.

    Nas modalidades financiadas, o Ministério das Cidades informa que a contratação depende de análise de crédito pela instituição financeira. Peça respostas separadas para o enquadramento da unidade e para as condições bancárias da sua proposta.

    Existe limite para o preço da unidade?

    O Decreto nº 64.895/2026, artigo 2º, atualizou os limites máximos de alienação previstos no regime regulamentado pelo Decreto nº 63.130/2024: R$ 276.102,20 para HIS 1 e R$ 383.636,74 para HIS 2.

    Esses tetos não são uma oferta de apartamento nem o valor que o banco necessariamente financiará. Para uma unidade concreta, confira o regime aplicável, a data dos documentos e a composição integral do preço. Se houver divergência entre anúncio, proposta e contrato, peça esclarecimento documentado antes de assumir o compromisso.

    Posso vender ou alugar depois?

    Não trate uma unidade HIS como imóvel de uso irrestrito. A orientação da SEHAB informa que venda e locação devem respeitar o público de renda e as regras da modalidade. Também informa a proibição de locação por curta temporada, como estadias de Airbnb.

    O Decreto nº 63.130/2024, artigos 3º e 7º, prevê destinação vinculada, averbações e condições para locação. Antes de comprar para alugar ou revender, peça a conferência do prazo e de seu marco inicial nos documentos da unidade. Não presuma liberação automática das restrições por uma conta feita a partir da data em que você comprou.

    O que observar no estande e no anúncio?

    Exemplo de placa com o aviso Empreendimento com unidades de Habitação de Interesse Social e a identificação da Prefeitura de São Paulo.
    Exemplo de comunicação visual disponível no acervo Na Varanda com Prisma. A placa isolada não comprova a classificação de um apartamento específico nem representa aprovação deste portal pela Prefeitura.

    A Portaria SEHAB nº 122/2025 disciplina a divulgação da subcategoria das unidades e das informações de comercialização. Ela também trata da prioridade de HIS 1 para a demanda indicada pelo poder público. Pergunte ao responsável qual é a etapa de comercialização e como essa prioridade foi observada.

    Uma placa ajuda a identificar o tema, mas a resposta precisa chegar ao apartamento que você está escolhendo. Se o material disser apenas “habitação social”, peça a categoria e a documentação correspondentes ao número da unidade.

    Sete perguntas para levar ao atendimento

    1. Esta unidade é HIS 1 ou HIS 2? Em qual documento posso conferir?
    2. Qual regra e qual data foram usadas para verificar a renda da minha família?
    3. Quais comprovantes faltam e quem emitirá a certidão, se exigível?
    4. O preço informado inclui todos os valores da aquisição? Há diferença entre anúncio e proposta?
    5. O que já está aprovado pelo banco e o que ainda é simulação?
    6. Quais condições existem para morar, alugar ou revender? Onde estão registradas?
    7. Se algum requisito não for atendido, o que o contrato prevê para os valores pagos?

    Anote a resposta, o nome de quem esclareceu e o documento que sustenta a informação. Uma pendência importante deve continuar identificada como pendência, mesmo quando o apartamento parece adequado.

    Depois de conferir o enquadramento, use o planejador de custo da moradia para comparar os gastos recorrentes e o roteiro de comparação de endereços para organizar a visita. Essas ferramentas ajudam no planejamento e não certificam elegibilidade ou aprovação de crédito.

    Conteúdo informativo, baseado nas fontes oficiais vinculadas ao longo do texto e consultadas em 29/10/2026. A aplicação a uma unidade e contrato específicos exige conferência documental; em caso de dúvida jurídica, procure orientação profissional individualizada.

  • Como comparar dois endereços antes de escolher um imóvel em São Paulo

    Dois apartamentos podem ter tamanho e preço parecidos, mas funcionar de maneiras muito diferentes no dia a dia. Antes de escolher pelo nome do bairro ou pela distância anunciada até uma estação, compare os endereços completos com os mesmos critérios. Este roteiro ajuda a registrar o que você verificou, o que é estimativa e o que ainda depende de confirmação.

    Você pode copiar a ficha ao final para um caderno ou documento. Não é necessário enviar endereço, renda ou informações da sua família ao Moradia Fácil para fazer a comparação.

    1. Defina o que o endereço precisa resolver

    Comece por três destinos que fazem parte da sua semana: trabalho, estudo, uma pessoa que você acompanha ou outro compromisso frequente. Anote os dias e horários de ida e volta. Quem trabalha em escala deve comparar o trajeto no horário da escala, e não apenas em uma manhã de dia útil.

    Separe duas listas: indispensável e desejável. Por exemplo, conseguir percorrer a entrada com um carrinho ou ter um caminho acessível pode ser indispensável; estar perto de uma cafeteria específica pode ser desejável. Um item indispensável ainda não verificado deve permanecer como pendência, mesmo que o restante do imóvel agrade.

    2. Meça o caminho de porta a porta

    O percurso começa na portaria e termina no destino, não na estação. Inclua caminhada, travessias, espera, baldeações e o trecho final. Confira também a volta: o ponto ou acesso usado no retorno pode ficar em outra rua.

    A consulta de trajetos da SPTrans oferece pesquisa por trajeto, linha e local, com filtros de dia e faixa horária. Use o número do endereço e um destino real. O Olho Vivo ajuda a consultar a localização de ônibus e informações de aproximação e percurso. Essas consultas apoiam o planejamento; não garantem que a viagem futura terá a mesma duração.

    Se possível, experimente o percurso em um horário semelhante ao seu. Registre data, horário e condição observada. Uma visita em um sábado tranquilo não comprova como será uma terça-feira de trabalho. Para um trajeto na Grande São Paulo, confirme também o serviço do operador que atende o município; a consulta municipal da capital não representa toda a rede metropolitana.

    3. Confira a rua, além do mapa

    Percorra o trecho que você realmente usará. Observe calçadas, inclinações, travessias, acesso à portaria e locais de embarque. Se alguma dessas condições for decisiva para você, confira pessoalmente ou peça uma avaliação adequada à sua necessidade. Uma linha reta no mapa não descreve o esforço do caminho.

    O GeoSampa, mapa digital apresentado pela Prodam, reúne informações territoriais da capital, incluindo transporte e equipamentos públicos. Ele pode ajudar a localizar serviços para pesquisar. A existência de um equipamento no mapa não confirma horário de atendimento, vaga, área atendida ou disponibilidade do serviço: verifique diretamente com a unidade.

    Para ruído e movimento, anote o que percebeu naquele período e procure repetir a observação em outro horário relevante. Evite transformar uma visita breve em uma conclusão sobre o bairro inteiro. Não atribuímos notas de segurança a endereços com base em aparência, relatos isolados ou perfil dos moradores.

    4. Compare o gasto recorrente com o mesmo conjunto de itens

    Para cada endereço, liste aluguel ou prestação, condomínio, IPTU, contas de consumo, internet e deslocamento. Marque ao lado de cada valor: confirmado, estimado ou não informado. Não trate a falta de informação como custo zero na sua decisão.

    Use o planejador de custo da moradia para somar os cenários. O IPTU é informado pelo total anual, e os demais campos são mensais. Se uma conta já estiver incluída no condomínio, evite contá-la outra vez. Entrada, mudança, móveis e outras despesas pontuais precisam de uma lista separada.

    5. Coloque a diferença de tempo ao lado da diferença de custo

    Exemplo fictício: o endereço A resulta em R$ 2.600 por mês e exige 60 minutos em cada sentido do trajeto. O endereço B custa R$ 2.900 e exige 45 minutos em cada sentido. Considerando 20 dias de deslocamento no mês, B custa R$ 300 a mais e reduz o tempo estimado em 600 minutos, ou 10 horas mensais.

    A conta de tempo é: 15 minutos de diferença × 2 trajetos por dia × 20 dias. Ela não inclui viagens extras nem variações no trânsito. Não significa que B seja a escolha certa: o valor adicional precisa ser possível no seu orçamento, e outros critérios podem pesar mais. O objetivo é tornar a troca visível, sem escolher por você.

    Ficha para usar em cada visita

    Uma informação útil tem origem identificável: registre se veio de uma visita, de uma consulta oficial ou de uma estimativa recebida. Assim você consegue atualizar apenas o que mudou na comparação.

    Copie uma ficha para cada imóvel e preencha os mesmos campos. Guarde suas anotações em um local privado, principalmente se incluírem horários e endereços pessoais.

    • Imóvel: identificação A ou B; endereço completo nas suas anotações privadas; data da visita.
    • Rotina: destino principal, dias por semana e horários de ida e volta.
    • Trajeto: caminhada, espera, transporte, baldeações e tempo total em cada sentido; indicar se foi testado ou estimado.
    • Acesso: calçada, travessias e entrada; necessidade indispensável atendida, não atendida ou ainda não verificada.
    • Serviços: o que você usa, distância pelo caminho real e o que confirmou diretamente.
    • Custo mensal: total e despesas ainda sem valor; fonte e data de cada informação importante.
    • Despesas pontuais: mudança, instalações e adaptações que precisam de orçamento separado.
    • Pendências: pergunta, pessoa ou serviço que pode responder e data combinada para retorno.

    Antes de marcar a próxima visita

    Revise primeiro os itens indispensáveis e as pendências. Se faltar uma informação capaz de mudar a escolha, obtenha a resposta antes de dar uma nota final ao imóvel. Leve ao corretor perguntas específicas, como: “Qual entrada da portaria aparece na planta?” e “Qual é a fonte e a data da estimativa de condomínio?”. Informações de transporte e de serviços públicos devem ser confirmadas com os respectivos operadores.

    Este roteiro é uma proposta editorial de comparação. Não certifica condições do imóvel, acessibilidade, disponibilidade de serviços ou tempo de viagem. As ferramentas oficiais citadas foram consultadas em 29/10/2026; confira novamente os dados próximos da sua decisão.